Em Nome de Jesus

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Acredito que você já tenha ouvido por diversas vezes alguém orando ou simplesmente lançando ao vento a frase “em nome de Jesus”. Antes dessa frase ser banalizada e se tornar um jargão popular do evangeliquês, seu sentido era muito puro e representava a maior segurança que um cristão poderia ter. Em uma breve reflexão, gostaria de tentar resgatar o correto uso dessa expressão que em seu sentido original, é maior que qualquer coisa que possamos imaginar.

Primeiramente gostaria de lhe convidar a imaginar a alegria daqueles que ouviram a verdade que liberta da boca do próprio libertador, imagine comigo a honra de ter sido um apóstolo de Cristo, não apenas crer que há uma salvação mas ter consigo o próprio salvador, caminhar com ele, dividir refeições, poder ter longas conversas, consegue imaginar a segurança e o sentimento de satisfação que conviver fisicamente com Jesus deve ter proporcionado a esses homens, a ponto de deixarem tudo o que tinham para trás, crendo que apenas estar com Cristo lhes seria suficiente? Peço que gaste alguns segundos meditando sobre isso, feche seus olhos por um breve momento e tente se imaginar agora como alguém que está caminhando com Cristo e convivendo com ele, bebendo a água da vida direto da fonte, a qualquer momento você poderia lhe fazer indagações cujas resposta você esteja procurando por anos, faça isso agora. Meditar sobre isso me traz tanta paz e conforto que eu poderia fazer isso por um bom tempo, mas se apenas esse breve exercício de imaginação já é capaz de nos proporcionar alegria, paz, conforto, imagine como realmente deve ter sido estar lá.

Agora quero que tente imaginar o quão assustador deve ter sido saber que o salvador lhes seria tirado, eles ainda não sabiam o que era servir a um Cristo ressurreto, sua experiência era física, visual, auditiva. Medo e insegurança devem ter tomado conta dos seus corações. Esses homens haviam abandonado tudo para seguir seu salvador que agora lhes seria tirado. Cristo já os havia contado sobre seu propósito aqui na terra, seu sofrimento, crucificação e ressurreição, mas saber isso de antemão não tornaria o fato de não ter mais a presença física do mestre muito mais fácil, como ficaria a expansão do evangelho quando ele fosse embora? E os milagres que fazia, as pessoas precisavam daquilo, o que aconteceria dali em diante, será que a presença do mestre seria apenas como um capítulo bom que se encerraria e com o passar do tempo suas vidas voltariam a ser o que eram antes?

No evangelho de João, capítulo 14 Jesus apresenta como que um testamento para seus apóstolos e para todos os cristãos, uma garantia de que não somente o seu evangelho seria expandido, como coisas ainda maiores seriam feitas, desta vez, pelas mãos de seus apóstolos e futuramente de todos aqueles que levariam seu nome, os cristãos. Jesus diz nos versículos 12 a 14 que todos aqueles que nele cressem, fariam obras ainda maiores do que as que ele fez, diz também que tudo o que fosse pedido em seu nome, lhes seria atendido, para que o pai fosse glorificado através do filho. Com essa fala, Cristo mostra que seu poder é ainda muito maior do que seus apóstolos poderiam perceber pois agora os milagres, a expansão do evangelho, já não seriam feitos diretamente pelas mãos de Cristo, mas sim por Cristo, através das mãos de todos aqueles que cressem.

Aqui percebemos então a majestade de nosso Senhor e salvador, cujo nome tem autoridade para realizar milagres que contrariam leis da física, probabilidades naturais e subjugam todo mal, todo universo se curva perante a autoridade do nome de Jesus e por meio desse nome o evangelho seria expandido a todos os povos, pessoas seriam curadas, libertas e o pai seria glorificado através do filho, exatamente como Cristo havia dito.

Precisamos esclarecer que a autoridade do nome de Jesus, apesar de estar disponível a todos os cristãos, não é uma chave mística que pode ser lançada como uma palavra mágica, essa autoridade deve ser usada para um propósito que glorifique o nome do pai e não para conquistas egoístas, vazias ou para satisfazer vaidades. O livro de Tiago nos diz no capítulo 4 que pedimos e não recebemos porque pedimos mal, todo pedido em nome de Jesus que não resulte na glorificação do pai, é pedir mal. 

Outra verdade que precisa ser compreendida é que a autoridade do nome de Jesus deve ser usada para pedir, clamar, mas não dar ordens ou determinar, isso porque o único que tem autoridade para ordenar ou criar decretos é o próprio Cristo. Para o cristão, o uso da autoridade do nome de Jesus é um favor, clamamos pelo favor de Deus em nome de Jesus e isso porque por nosso próprio nome não somos dignos de pedir nada, somos pecadores, falhos e vivemos pela graça e misericórdia de Deus, não há mérito no homem. Por isso, quando usamos a autoridade do nome de Jesus, não estamos nos valendo de nosso merecimento, mas do mérito do próprio Cristo, daquele que sofreu até o fim sem cometer pecado, do cordeiro imaculado que venceu a morte, o pecado, vive e reina junto ao pai.

Nosso Deus, é relacional e não uma força do universo ou uma energia que paira como os deuses de outras religiões, ele é um ser pessoal que se importa conosco e tem interesse por nossas vidas, por isso, com muita humildade, podemos e devemos tornar nossas petições conhecidas dele através de nossas orações, conforme o apóstolo Paulo nos orienta no livro de Filipenses capítulo 4, cientes que não buscamos nada por mérito próprio ou por direito mas tão somente por favor, por sua graça, certos de que se pedirmos algo para que seu nome seja glorificado, e em nome de Jesus, certamente ele nos atenderá.