Conflito entre irmãos
22 de setembro de 2021 • 4 min. de leitura

“Bem-aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus” Mateus 5.9
Por mais controverso que possa ser, não é raro observarmos nos dias atuais cristãos declarando ódio publicamente pelos mais variados motivos em que se possa expressar uma opinião. A divergência que antes era motivo de reflexão com busca pela verdade, hoje costuma ser recebida à base de pedradas. Todos querem ter razão e pior, custe o que custar ou custe a quem custar.
Diversos relacionamentos são destruídos por divergências de opinião em questões tão pequenas que com o tempo o próprio motivo de se odiar acaba sumindo e dando lugar apenas ao sentimento, não se lembra com exatidão o motivo da briga, mas se lembra da aversão que ela gerou.
Por toda a bíblia desde o Antigo Testamento, temos exemplos práticos do ministério da pacificação e reconciliação. O apóstolo Paulo trabalha mais de uma vez a solução de conflitos entre irmãos de fé e percebendo sua estratégia percebe-se que seu ponto de partida costuma ser o motivo principal do conflito que normalmente está oculto, o orgulho humano. Causa estranheza pensar em orgulho cristão quando o símbolo do cristianismo é o próprio Deus encarnado que se permite humilhar e crucificar por algo que não fez.
No Antigo Testamento também vemos que apesar de sua soberania e santidade, Deus perdoa as injustas ofensas de Israel e repetidas vezes promove a sua reconciliação sem ser ele o causador do conflito. A questão que paira então é: se nem o próprio Deus toma para si o direito de executar as injustas ofensas do homem, antes escolhe agir com misericórdia e reconciliar com seus ofensores, como poderia um pecador se sentir no direito de executar direitos sobre seu irmão?
Ainda sobre a forma como o apóstolo Paulo lida com conflitos, percebemos que sua primeira estratégia para combater o orgulho é situar os conflitantes de quem eles são, filhos de Deus e portanto irmãos em Cristo, logo após ele busca refletir sobre a importância de que sendo filhos de Deus, irmãos em Cristo, busquem agir como o próprio Cristo agiria, sempre para a glorificação do pai e nunca da carne, por fim adverte que pecar contra seu irmão também é pecar contra o próprio Cristo e que o mais forte em entendimento deverá suportar aquele que é mais fraco.
O tempo de vida e experiência ministerial proporcionaram a Paulo estratégias valiosas para gestão de conflitos. Na epístola escrita a Filemon, com grande maestria mesmo à distância, de dentro de seu cativeiro, Paulo intercede por Onésimo junto a Filemon, que era seu credor. Ele inicia a carta falando de seu martírio, e se chama de “prisioneiro de Jesus Cristo” indicando que servir a Deus corretamente também pode produzir sofrimento.
Na sequência inicia uma lista de elogios a Filemon, dizendo que sabia de sua fé e amor pelo Senhor e pelos seus irmãos de fé e essa lista segue justamente com qualidades que o próprio Paulo parecia considerar necessárias para o cumprimento daquilo que ele pediria logo na sequência, não apenas o perdão da dívida de Onésimo que havia deixado Filemon na qualidade de escravo e devedor, mas que agora deveria ser recebido como irmão amado.
Caso Filemon decidisse por recusar o pedido de Paulo, estaria então agindo exatamente em oposição aos elogios que acabara de receber e, portanto, faria de Paulo um mentiroso. Mesmo sendo uma excelente estratégia, Paulo ainda apela dizendo que está enviando à Filemon o seu próprio coração, representado na figura de Onésimo e que esperava que ele fosse tratado da mesma forma com que Filemon trataria a Paulo.
Sempre que estivermos diante de um conflito, devemos lembrar desses e tantos outros exemplos bíblicos de abnegação e humildade, não nos envolvendo em disputas fúteis e se possível, pacificando os conflitos presenciados. A atitude daqueles que colocam sua justiça em Deus evitando a contenda desnecessária, é um poderoso testemunho do evangelho da paz.

6 de outubro de 2021 • 4 min. de leitura
O reflexo do “desigrejamento” na tarefa missionária
Não se tem dados oficiais quanto às consequências que o fenômeno do “desigrejamento” provoca na tarefa de missões, no alcance aos perdidos. No entanto para esta pesquisa partiremos do princípio do papel da igreja quanto a obra missionária, como a que comissiona, envia e sustenta. Logo, com o número de “desigrejados” aumentando cada dia mais, sem dúvida, a tarefa missionária sofrerá impacto deficitário quanto ao desenvolvimento da mesma. No último censo do IBGE (2010), os resultados foram alarmantes, pois o número de cristãos que se declarou sem vínculo com a igreja saltou de menos de 1 milhão em 2000 para quase 10 milhões em 2010, um crescimento de mais de 780%, sendo a categoria evangélica a que mais cresceu. ## Missões na Igreja Primitiva Após a ascensão de Jesus e o início da perseguição depois do Pentecostes, os primeiros discípulos saíram para pregar as Boas Novas por todo o mundo de então. Em Atos capítulo 11:19-26 Lucas registra: “Os que tinham sido dispersos por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estêvão chegaram até à Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor. Notícias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a Antioquia. Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração. Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos”. Atos 11:19-26. O capítulo 13 registra o primeiro envio missionário oficial, a partir da Igreja de Antioquia. “Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar”. Atos 13:1-5. Ronaldo Lidório, em seu livro Vocacionados (Ed. Betânia, 2014; Belo Horizonte, MG), vê a imposição de mãos como: – Sinal de autoridade; – Sinal de reconhecimento; – Sinal de cumplicidade. A igreja, portanto, exerce um papel de suma importância quanto ao envio missionário. ## A igreja enviadora Como já foi definido o “desigrejado” como não tendo uma ligação formal com a igreja, fica difícil o mesmo se envolver com missões ou a missão, sendo que na maioria dos casos, ou pelo menos o que se espera é que a igreja seja o propulsor de missões. Portanto, partindo do princípio que missões se faz enviando, cooperando e orando, o “desigrejado”, não faz parte do grupo que se envolve com missões, devido ao desligamento da igreja. O “Reflexo”, neste sentido seria como uma consequência indireta da falta de pessoas engajadas para com a tarefa missionária. Seria, portanto, menos 10 milhões de pessoas que poderiam estar indo, orando e contribuindo e não estão. Se levarmos em consideração as palavras de Jesus em Mateus 14:24, “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”, não pregar o Evangelho seria retardar a volta de Cristo. A pregação do Evangelho sempre foi tarefa da igreja em todos os tempos. Desde a Igreja Primitiva, durante toda a história das missões, a igreja está presente para enviar, sustentar e orar. Portanto, o “Reflexo” do “desigrejamento” na tarefa missionária é sem dúvida negativo, pois seria como se 10 milhões de pessoas deixassem de trabalhar em uma comunidade, essa comunidade sentiria os efeitos negativos em todos os sentidos. ## Bibliografia: Foto 1- https://pt-br.facebook.com/palavravivavotorantim/photos/ Foto 2 – https://pauloraposocorreia.com.br/2016/11/14/desigrejado-a-ovelha-solitaria Bíblia NVI – https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/11 Bíblia NVI – https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/13 Lidório, Ronaldo; Vocacionados; Belo Horizonte, Editora Betânia, 2014. https://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2017/03/desigrejados-o-movimento-evangelico-que-mais-cresce-no-brasil-001546385.html

28 de outubro de 2021 • 3 min. de leitura
Preciso de um chamado específico para “fazer” missões?
O plano perfeito de Deus para a redenção da humanidade após a queda, conta com a participação do homem como um cooperador para sua execução. Após o juízo aplicado através do Dilúvio e da Torre de Babel, Deus escolheu um homem segundo o seu coração para dar continuidade ao seu plano, dando início ao povo de Israel, do qual viria o Messias prometido em Gênesis, 3:15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”, sendo essa a primeira menção do sacrifício de Jesus para salvar os perdidos. A partir de Gênesis 12, Deus escolhe Abrão como o pai da futura nação de Israel, prometendo que em Abrão “seriam benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3). Daí em diante, Deus escolheu Jacó, José, Davi e outros reis de Israel para dar continuidade ao seu plano, chegando ao Novo Testamento com o nascimento de Jesus, quando escolheu Maria como a mãe do Salvador. Todos estes citados receberam uma missão específica em cumprimento do plano de Deus. Para dar continuidade ao plano de Deus, Jesus escolheu 12 discípulos para estar com ele enquanto aqui na terra e os instruiu sobre as verdades do Reino de Deus e o seu propósito. Os Evangelhos registraram que após sua morte e ressurreição Jesus apareceu aos seus discípulos e lhes deu uma missão, a maior missão de todos os tempos dada aos filhos dos homens, “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei” (Mateus 28:19,20). Em Atos 1:8 Jesus deu ênfase a esta tarefa especificando Jerusalém, Samaria, Judeia e até “os confins da terra”, para que não houvesse dúvida quanto ao alcance de sua mensagem. Portanto, a todos os que aceitam a mensagem do sacrifício de Cristo deverão fazer parte dessa missão, a missão de espalhar as “Boas Novas” ou o Evangelho a todos os que ainda não ouviram. Esse chamado é geral, embora em muitos casos nos relatos bíblicos encontramos vários chamados específicos, como Paulo e Barnabé para os gentios, aqueles que não conheciam o Evangelho e Timóteo para pregar a palavra. Ronaldo Lidório em seu livro Vocacionados (Editora Betânia, 2014), resume este assunto afirmando que “todos os remidos são chamados por Deus e para Deus.” A origem do chamado não é do homem ou da igreja, mas sim de Deus. O Evangelho é como um remédio que sabemos que fará bem a todos os enfermos que o receber, mas muitas vezes guardamos apenas para nós, quando poderia alcançar milhares de doentes espiritualmente que seriam curados. A missão de pregar o Evangelho, revelar o segredo do remédio é para todos os salvos em Cristo, embora muitas vezes Deus revela algo específico a ser realizado por um dos seus filhos, seja local ou mundial. Nem todos serão missionários ou pastores, mas todos devem assumir a missão de pregar o Evangelho para o maior número de pessoas possível. Dessa forma, a visão de João registrada em Apocalipse se cumprirá, “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas”, Apocalipse 7:9.

14 de outubro de 2021 • 5 min. de leitura
Ecoteologia, igreja e os movimentos ambientais
A reflexão teológica e as concepções históricas do pensamento cristão estão constantemente passando por reflexões, transformações, reinterpretações e contextualizações da mensagem dos Evangelhos. Estas constantes reinvenções teológicas normalmente se estabelecem dentro de um contexto histórico-social, onde o pensamento e o conceito da vida em sociedade merecem uma interpretação cristã da realidade e que deve ser feita de maneira crítica e criteriosa, não necessariamente dogmática, mas dialeticamente cristã. É preciso compreender que a Igreja necessita de ações que atinjam estas pessoas, que voltem a perceber que aquilo que elas entendiam não encontrar mais na igreja está sendo recuperado. Um dos grandes problemas que o mundo vai enfrentar nos próximos anos é o problema ambiental. Se a Igreja não conseguir apresentar um diálogo com a sociedade sobre esta questão, através de uma cosmovisão cristã da criação, teremos possivelmente mais cristãos indo buscar estas respostas fora da igreja. A crise ambiental pelo qual estamos começando a passar é antes de tudo um problema ético, com impactos diretos no modelo capitalista moderno, implicando em profundas alterações comportamentais, que pode mudar a forma de entendermos a realidade e claro sendo um problema humano, encontraremos reflexos no entendimento teológico da criação. O problema Ecológico Vivemos um momento muito importante com relação à questão ambiental nos anos 90 e começo de 2000, porém o debate e ações governamentais acabaram esfriando nos últimos anos. Tivemos avanços importantes, mas estes avanços não são perenes se não forem amparados por medidas de políticas públicas persistentes para que não haja regressão. Porém avaliando tanto a situação atual quanto a possibilidade bastante evidente de aprofundamento da crise ambiental é preciso pensar em uma mudança significativa na mentalidade produtivista/consumista que impulsiona o progresso como se está estabelecido atualmente, isto significa uma mudança na forma como toda a sociedade percebe a nossa forma de viver. O relatório Mudança Climática 2021 elaborado para o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que a influência humana no aquecimento do planeta, está ocorrendo em um ritmo sem precedentes pelo menos nos últimos 2 mil anos. Com isso, as consequentes mudanças na temperatura e nos extremos climáticos afetam todas as regiões do mundo. Prevê-se que esses efeitos continuem em longo prazo, pelo menos no resto deste século, afetando ecossistemas dos mares e pessoas que dependem deles (Nações Unidas, 2021). O filósofo Hans Jonas alerta que nós temos uma responsabilidade para com as gerações futuras, isto é a responsabilidade para a manutenção de uma vida autêntica humana (JONAS, 2006). Desta forma, devemos garantir hoje, a possibilidade de vida humana digna futura. O paradigma de crescimento / progresso constante e progressivo nos moldes que pensamos hoje, é insustentável para a vida no planeta. Desta forma é necessária uma mudança de mentalidade com relação a ideia de progresso humano, que seja justa e sustentável. Ecoteologia, uma teologia pública O papel da teologia é de refletir através da razão alicerçada pela fé as questões inerentes à vida e espiritualidade humana. A ecoteologia realiza esta ação através da fé pensada no horizonte da consciência planetária, visando entender as implicações da ação humana e sua coerência do mandato divino visando a compreensão da responsabilidade humana pelo futuro da manutenção da vida humana e o respeito pela vida. Hoje a humanidade já utiliza em torno de 20% a mais do que o planeta consegue recuperar, ou em outras palavras, estamos sim destruindo a nossa casa. Temos que entender que o modelo econômico atual (falo do capitalismo extremado) é danoso, não somente para o planeta terra, mas também para o indivíduo, o excesso de consumismo, a idolatria por bens de consumo, o alto grau de competitividade em que somos impelidos está destruindo as mais básicas estruturas de convívio social. Desta forma faz-se urgente uma mudança de paradigma, como afirma Boff, “(…)Este fato suscita lenta e progressivamente um novo estado de consciência. Da consciência de etnia e de classe passamos a consciência de espécies homo sapiens e demens. Descobrimo-nos membros da grande família humana e membros da comunidade de vida, irmãos e irmãs, primos e primas de outros representantes da imensa biodiversidade, plantas e animais, que caracterizam a biosfera, aquela camada fina que cerca a Terra constituindo o sistema-vida. Certamente, é mais que uma pequena membrana de vida. É apenas a parte mais visível do próprio planeta Terra, entendido como superorganismo vivo, Mãe, Pachamama e Gaia.” (BOFF, 2005, p. 18) Assim, faz-se necessário uma reavaliação do processo de produção e consumo, é preciso rever o processo ético da valorização social pelo consumo e capital, e isto não é apenas uma ação individual, mas da sociedade(LOWY, 2020). Papel da Igreja e da Teologia Cabe a igreja apontar para o problema ecológico, observando que ela também faz parte deste problema. Cabe a igreja exercer seu papel de profeta na sociedade, no sentido de apontar a crise ambiental como uma crise ética. Cabe a igreja exortar ao corpo que a constitui, uma mudança de “mentalidade” no sentido de entender a responsabilidade individual. Cabe a igreja usar a sua estrutura para apresentar soluções, seja de nível local ou mais amplo. Desta forma, a igreja através de uma construção teológica deve dialogar com a sociedade visando conduzir uma mudança de mentalidade. Para isso, é preciso a compreensão do papel do ser humano regenerado para o cuidado com a manutenção da vida no planeta, entendendo o seu papel na mordomia da criação. Referências BOFF, Leonardo; Virtudes para um outro mundo possível – Hospitalidade ; Editora Vozes; 2005; 1ª ed. Petrólis; RJ JONAS, Hans. 2006. O Princípio Responsabilidade. Rio de Janeiro: Contraponto/PUC-Rio, 2006. LOWY, Michael. 2020. O que é ecossocialismo? São Paulo: Cortez, 2020. MURIEL, Fernando A. Zapata e TRUJILLO, Marta Lucía Martinez. 2018. Ecoteología: aportes de la teología y de la religión en torno al problema ecológico que vive el mundo actual. 2018, Vol. 13, pp. 92-105. NAÇÕES UNIDAS, Aquecimento global sem precedentes tem clara influência humana, diz ONU. 2021. Fonte: [https://news.un.org/pt/story/2021/08/1759272](https://news.un.org/pt/story/2021/08/1759272) Acessado em: 03/10/2021
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