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A Difícil Realidade em Tempos de Crise e a busca do Equilíbrio

Grazielle Silva de Carvalho Abreu
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6 de maio de 2020 • 4 min. de leitura

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Por que o equilíbrio das informações recebidas durante a pandemia é importante?

É fato que a falta de informação não confere imunidade a alguém. Os veículos de comunicação cumprem seu papel ao alertar a população sobre os riscos que a COVID-19 acometem aos infectados; às vezes é preciso chocar para conscientizar. Nisto as denúncias de escassez de recursos, leitos e profissionais qualificados nos hospitais cumprem também este papel. Entretanto, neste pêndulo, realismo e pessimismo se confundem e a linha é tênue.

Sim, cada vida é importante e por isso todos os meios de enfrentamento da doença se fazem essenciais neste período. Mas sem desconsiderar tudo que foi afirmado até aqui, quero pensar em outro enfrentamento: o da batalha pela sanidade mental.

Nos últimos dias obtive informação de uma profissional de saúde que os hospitais estão recebendo inúmeras pessoas com sintomas que parecem com os do infarto, mas que na verdade são referentes a um ataque de pânico. E não é de se estranhar o motivo, basta assistir os jornais para ver valas abertas, funerais, gente sofrendo nos leitos e superlotação nos hospitais… Um dia vi um neurocientista falar que as informações que ouvimos são internalizadas por nosso cérebro e os sentimentos produzidos independem se aquilo é uma realidade para nós ou não. Não é difícil perceber isso após assistir a esses jornais.

Com isso, você acha que proponho o fechar dos olhos para a realidade? Claro que não! Mas em tempos de enfrentamento a recepção das informações pelos meios de comunicação precisa de um cuidado importante: o equilíbrio. De acordo com o dicionário, um dos significados para equilíbrio é “ igualdade de força entre duas ou mais coisas ou pessoas, grupos etc. em oposição”. O equilíbrio das informações é importante porque o que tem ocorrido no cenário que o coronavírus propiciou é muito sério e digno de toda a atenção e cuidados, mas a forma como tudo tem sido tratado, de forma tão escancarada e intensa tem gerado desânimo e ansiedade na população. É preciso equilibrar; estamos enfrentando tempos muito difíceis, mas em momentos de crise é preciso dar à população, além de motivos para se proteger, motivos para crer, para autotranscender, para encontrar soluções, para somar esforços e beneficiar os mais frágeis.

Neste sentido, há um certo jornal no Estado do Paraná que tem prestado um verdadeiro serviço à comunidade. Nele vi a solidariedade humana de fazer máscaras para a população carente, grupos comunitários encontrando alternativas para dirimir a falta da presença física e acompanhar seus beneficiados, depoimentos de pessoas recuperadas, fotos de pessoas realizando atividades em casa, pesquisas promissoras com a construção de respiradores a baixo custo e invenção de aparelho de desinfecção de roupas a partir de luz específica, conversa com a psicóloga e até uma música com mensagem de esperança composta pela banda da própria emissora. Houve a informação mas também houve uma mensagem de esperança e superação das dificuldades.

E por falar em esperança, não é à toa que as Escrituras nos trazem essa mensagem. Nela as injustiças, a dor, o sofrimento e até a tragédia são descritos, mas também é nela que podemos ler “ quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3:21) ou, ainda, que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8).

Que Deus nos ajude neste momento difícil e que, com uma mente equilibrada, sejamos capazes, não só de passar por ele, mas de realizarmos ações de enfrentamento para que venham dias melhores.

Grazielle Silva de Carvalho Abreu
Especialista em Aconselhamento e Gestão de Pessoas pela Faculdade Teológica Betânia de Curitiba – FATEBE e Bacharela em Teologia.
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17 de setembro de 2025 • 3 min. de leitura

Desde a vista do meu ponto: humanidade e espiritualidade

Ultimamente tenho refletido sobre minha humanidade e minha espiritualidade. Sobre o fato de sermos, ao mesmo tempo, seres humanos e espirituais, e como essas dimensões se complementam. Entendo que nossa humanidade recebe os benefícios da espiritualidade, pois, segundo a Bíblia, quando recebemos a Jesus passamos a ser chamados de espirituais. Isso traz consequências positivas ao nosso ser e afeta diretamente a maneira como vivemos nossa humanidade. Essa conexão é profunda, e uma mente que pensa apenas de forma racional não consegue compreender a dimensão do que o espírito pode alcançar. Para entender o Reino de Deus, é necessário pensar espiritualmente. A espiritualidade enriquece nossa humanidade porque nos conecta ao transcendente que, nesse caso, não pode ser outro senão Deus. É nessa conexão que a humanidade encontra propósito, razão de viver e sentido para a existência. Isso nos move a sermos éticos, respeitosos, generosos, pacientes, compreensivos e a manifestar os frutos do Espírito Santo mencionados por Paulo em Gálatas 5.22-23. E, com reverência ao texto, ousaria acrescentar ao final do verso 23 a frase: “Contra essas coisas não há humanidade.” No entanto, nossas dúvidas e incertezas brotam quase todos os dias justamente da nossa humanidade. Aqui falo como um ser comum: que ri, chora, às vezes amaldiçoa, mas também abençoa; que se prende a coisas banais, que trava batalhas internas e até discussões silenciosas com outros; que tem dúvidas, sente que a fé e Deus parecem distantes e que as orações não são ouvidas; que pensa não estar na agenda de Deus ou, se está, é apenas depois de outros que parecem ter mais prioridade. Nesse momento, só posso dizer em primeira pessoa: “Sou assim, sou de carne e osso. Sou humano.” E junto dessa humanidade atuam também as forças das trevas. Embora já derrotadas, elas são perseverantes e insistentes, atacando justamente onde somos mais frágeis. Paulo, em 2 Coríntios 1:8-9, relata uma tribulação tão intensa que chegou a desesperar-se da própria vida. Ali, a humanidade, em linguagem hiperbólica, “gritou”, e a espiritualidade respondeu calmamente por meio do Apóstolo. É como se uma falasse com a outra dentro da mesma pessoa. >Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida. De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, 2 Coríntios 1:8-10 >Por isso, precisamos diariamente reafirmar diante da nossa humanidade que nossas armas são poderosas em Deus e capazes de destruir sofismas e resistências do mal. Somos seres espirituais, o Espírito Santo habita em nós, temos todos os benefícios da morte e ressurreição de Cristo e, portanto, devemos viver como tais. Sem esquecer nossa humanidade, mas recordando-a constantemente da nossa espiritualidade em Cristo, que já nos concedeu abundantemente os recursos para uma vida plena no Espírito. Sejamos felizes no Senhor, pois somos mais que vencedores.

Benides Bergamo
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2 de junho de 2026 • 4 min. de leitura

CRÍTICA CONSTRUTIVA: UMA BÊNÇÃO ESQUECIDA

Dificilmente você vai conseguir melhorar o seu modo de ser e de fazer as coisas se não houver uma autoavaliação ou receber uma crítica construtiva de alguém que se preocupa com você. Muitos cristãos não aceitam fazer ou receber críticas. Eles dizem: “Não faço nenhum tipo de crítica porque eu também não sou perfeito e também não aceito que me critiquem.” Infelizmente, muitos crentes, inclusive pastores e líderes, deixam de “exortar em amor” a quem precisa, por medo de ouvir do irmão frases do tipo: “Você não tem nada a ver com a minha vida”, ou “você também não é nenhum santo”, ou “macaco olha o seu rabo.” Percebemos, por um lado, o medo de alertar sobre o perigo dos erros que o irmão está cometendo e ser chamado de acusador, orgulhoso e intrometido. Por outro lado, existe a falta de humildade que impede aquele que é exortado de acatar e avaliar a crítica recebida. Esquecemos de que a crítica construtiva é biblicamente válida e benéfica. A Bíblia nos informa que Moisés foi abençoado com uma crítica construtiva que ele recebeu do seu sogro Jetro e que resultou no aumento da eficiência do seu trabalho de julgar as causas do povo de Israel no deserto (Êxodo 18:13 a 26). Se não fosse a crítica feita pelo profeta Natan ao rei Davi, talvez ele nunca tivesse se arrependido do adultério e do assassinato que cometeu (2 Samuel 12:1 a 9). O apóstolo Paulo precisou criticar o comportamento hipócrita do apóstolo Pedro quando deixou de comer com os gentios ao perceber a chegada dos judeus (Gálatas 2:11 a 14). Também no contexto do Novo Testamento, somos avisados de que estará pecando quem vir a seu irmão andar por um caminho de morte e não o alertar. Na verdade, a reação do cristão ao receber uma crítica é um indicativo de como anda a sua espiritualidade ou a sua comunhão com Deus. Um dos propósitos de Deus para a Igreja é que os cristãos sejam cada vez mais parecidos com Jesus Cristo, e isso requer um processo chamado “santificação”. O Espírito de Deus, muitas vezes, nos chama para auxiliar na santificação dos irmãos através da exortação e da repreensão. Quem repreende deve fazê-lo com e por amor. Quem é repreendido deve ter a humildade de analisar bem a crítica recebida. Assim, haverá restauração e crescimento tanto a nível pessoal como comunitário. A crítica construtiva ou repreensão deve ser sempre expressão de amor e de preocupação com o próximo. O amor que vem de Deus também inclui palavras fortes de advertência como: “Hipócritas, raça de víboras” (Mateus 23:33), “vocês estão errados porque não conhecem as Escrituras” (Marcos 12:24), ou “vá e pare de pecar” (João 8:11). Assim como o médico precisa dizer ao paciente teimoso: “- Se você não parar de beber hoje, em breve estará morto.” Durante a criação do mundo, por cinco vezes, Deus avaliou as obras das Suas mãos e, ao final, aprovou todo o seu trabalho (Gênesis 1:10, 12, 18, 21, 25 e 31). Assim também devem ser considerados aqueles eventos que são realizados nas igrejas ano após ano, apresentando os mesmos erros. Ninguém ousa fazer um comentário negativo aos responsáveis pelo evento com medo de que se sintam ofendidos ou humilhados diante de alguma crítica, ainda que construtiva. Após cada evento realizado, é necessária a iniciativa, por parte dos organizadores, de fazer uma reunião com a finalidade de levantar as opiniões, as críticas e as sugestões para a melhoria do evento, na sua organização e realização, no ano seguinte. Nas mãos de Deus, somos como “obras em construção” e, por isso, precisamos uns dos outros para nos manter unidos ao Senhor até o final da caminhada, sendo mutuamente orientados através dos elogios e das críticas. Conforme a orientação de Hebreus 3:13: “Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”.

Alexandre Fonseca de Melo
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8 de abril de 2020 • 8 min. de leitura

Descansando Sob a Soberania de Deus

Podemos descansar, em meio às crises e problemas, sob a Soberania de Deus e ainda encontrar paz? Talvez você que não é cristão, mas que já ouviu falar um pouquinho aqui, um pouquinho ali sobre Deus, sobre Cristo ou até mesmo você que é cristão de longa data, num momento como esse esteja se perguntando: “por que Deus parece não estar fazendo nada em meio ao caos que estamos vivendo?” Essa pergunta não cabe somente à crise atual que enfrentamos, de maneira muito pontual, mas ao tempo presente em que vivemos; desgraças, tragédias, violências. Será que de seu alto trono Deus olharia para nós aqui em baixo apenas como um espectador, esperando que nós pedíssemos sua ajuda ou, quem sabe, torcendo por nós? Ou pior, será que nosso sofrimento traria a Ele algum tipo de entretenimento? Com o passar do tempo, temos amoldado nossa interpretação da Pessoa de Deus, da sua personalidade e da sua ação aos nossos próprios moldes, à nossa cultura. Dizemos então que Deus é isso ou aquilo de acordo com a nossa limitada capacidade de interpretação das coisas. Confundimos nosso desejo carnal e egoísta daquilo que gostaríamos que Deus fosse, com o que ele revela de si mesmo dentro das Escrituras. O Deus popular de hoje é bonzinho, vota no meu partido preferido, torce pelo meu time de futebol e só condena à danação eterna aqueles que discordam da minha opinião. Pensamos que ele é passivo e por isso precisa a todo tempo que falemos o que deve fazer e como deve fazer por meio de orações impositivas. Nós aprendemos a tratá-lo como um velhinho que abandonamos dentro de um templo, mas que visitamos aos finais de semana para que fique feliz e nos dê aquilo que queremos; nos comportamos como aqueles filhos que abandonam seus pais o mês todo, mas que no quinto dia útil, aparecem para buscar seu dinheiro. Usamos as Escrituras hoje como um baralho de versículos que selecionamos sem nenhum contexto, sem nenhum respeito, conforme nosso humor. Em momentos difíceis dizemos que “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” ou então “Agindo Deus, quem impedirá?” e ignoramos o fato de que a nossa vontade não é a prioridade de Deus, e sacar versículos para jogar ao vento não o obrigará de maneira mágica a agir conforme nossos caprichos. Gostaria então de fazer uma reflexão contigo sobre o verdadeiro Deus da bíblia, quem ele é e sobre o exercício de sua soberania para que possamos descansar sob a Sua vontade. Sendo assim: Quem é o Deus da bíblia? No livro de Isaías capítulo 40, versículo 12, o profeta diz que Ele mede o oceano com a concha de suas mãos, mede o céu a palmos e conhece o peso da terra e das montanhas. O Deus da bíblia é o dono e criador de todas as coisas que existem no céu, na terra e no mar, do menor grão de areia na parte mais profunda do oceano ao ar que respiramos, Ele é aquele que não muda, que é e sempre será, o alfa, o ômega, o princípio e o fim. Ele é o único e verdadeiro Deus, que não se curva a nenhuma verdade pessoal para satisfazer o ego de ninguém, Ele não se esforça pra caber dentro de uma teoria ou filosofia que esteja na moda, Ele definitivamente não é uma opinião, seus parâmetros de justiça estão firmados em si mesmo e por isso vão além da nossa racionalidade. O Deus da bíblia não tem ponto fraco pois é onipotente, o Todo Poderoso, por quem, para quem e por meio de quem são todas as coisas, o Deus da bíblia é SOBERANO e sendo soberano, está no controle de todas as coisas! Neste ponto, imagino que você esteja se perguntando: “por que, sendo Soberano e Todo Poderoso, Ele nos permite passar por coisas ruins?” A nossa imagem de Deus nos dias de hoje foi tão idealizada e tão personalizada que quando Ele age conforme sua própria natureza e personalidade nos causa grande estranheza e então começamos a tentar imaginar justificativas complexas para tentar compreender suas ações, fazendo isso, é como se estivéssemos tentando fazê-lo se justificar para nós. Essa postura, apesar de reprovável, não é inédita. No livro Jó, o injustiçado questiona a sabedoria de Deus frente às suas perdas pessoais, financeiras e de sua saúde tão debilitada. A resposta de Deus é pesada, no capítulo 38 ele responde a Jó com uma série de questionamentos, sendo que o principal deles está no versículo 4 que diz: “Onde estavas tu quando eu fundava a Terra? Faz-me saber se tens inteligência.” Apesar de ser uma resposta severa, com essa pergunta, Deus deixa claro que, como autor da criação, ele tem domínio sobre ela e que ninguém tem autoridade para questionar a justiça dos seus atos. Outro exemplo que encontramos na bíblia está em Romanos capítulo 9, quando o apóstolo Paulo fala sobre a justificação dos pecados e cita as palavras do próprio Deus que diz ter misericórdia de quem ele tiver, ou seja, de quem ele quiser. Logo na sequência, Paulo compara Deus com um oleiro e nos questiona acaso esse Oleiro, tendo feito seus próprios vasos, não teria sobre eles direito de escolher quais ele usaria para honra e quais para desonra. Sabendo então que Deus é soberano, que seus parâmetros de justiça estão firmados em si mesmo e que é Ele quem decide quando o sofrimento, a crise ou nossas dificuldades cessarão, devemos então nos conformar calados independente do que aconteça? De maneira alguma, no livro de Filipenses, capítulo 4 e versículo 6, somos aconselhados a não permanecer ansiosos por coisa alguma, fazendo sim nossas petições ou desejos conhecidos do Senhor, apresentando-as com ações de graça. A questão chave não está em pedirmos ou não, e sim em agirmos como se nossas orações tivessem um poder sobrenatural de tornar Deus escravo delas, de modo que assim que orarmos ou como alguns fazem, determinarmos nossa benção, Deus então seria obrigado a cumpri-las e se possível com efeito imediato! Fazemos longas campanhas, sacrifícios de tolos na expectativa de que Deus intervenha de acordo com a nossa vontade. Quero que perceba que mesmo em narrativas bíblicas que aos nossos olhos pareciam trágicas, Deus sempre teve um propósito, um plano perfeito, infalível, ele não erra, não falha e o fato de passarmos por momentos ruins não quer dizer que Deus tenha qualquer prazer nisso, mas que algumas vezes nós precisamos passar por momentos onde nosso ego, nossos valores e nossa conduta são trabalhados, moldados; momentos em que a nossa fé realmente é posta à prova. Você já percebeu como é fácil ser grato quando temos saúde, alimento sobre nossas mesas, um bom calçado, um bom carro, um casamento feliz? E que mesmo dizendo que somos gratos a Deus por isso nós ainda pensamos que nosso sucesso está atrelado apenas a nossos atributos? Lá no fundo, pensamos que somos felizes e bem sucedidos porque somos muito bons! Mas quando percebemos que nossas conquistas não estão no controle de nossas mãos, que talvez todo nosso dinheiro não seja suficiente para trazer a saúde novamente, quando todo bom vocabulário não é útil para salvar o casamento, quando percebemos que não estamos no controle e que na verdade nunca estivemos, temos uma certeza quase que imediata que vamos perecer? E então: Como Permanecer Confiante Sob a Soberania de Deus? Sabendo que o Senhor é soberano sim, mas que a sua vontade para nós é boa, agradável e perfeita se nós não nos moldarmos aos padrões desse sistema. Ele não erra e nada está fora do controle de suas mãos. Sabendo disso, devemos então orar não mais tentando controlar Deus para que mude sua vontade ou sua ação, mas para que o Senhor nos conforme a Sua vontade e a imagem de seu filho, que em um momento de grande aflição, prestes a ser crucificado pelos pecados do seu povo, clamou ao pai pedindo que, se possível, passasse dele esse cálice, mas que, antes, a sua vontade, soberana como dissemos, fosse feita. Devemos orar não para que a vontade de Deus seja apenas aceitável a nós, mas para que cheguemos ao ponto de desejá-la com toda nossa força, com todo nosso entendimento e sobre todas as coisas, inclusive sobre a nossa própria vontade. Confie em Deus! Você pode descansar sob a soberania de um Deus que entregou a vida do seu único filho para que nós tivéssemos livre acesso a Ele, para que tivéssemos paga a dívida de nossos pecados, você deve descansar sob a soberania de um Deus que te promete a salvação eterna, descanse e confie.

Bruno Hilgenberg Martins
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