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TEOLOGIA, VOCAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PERSPECTIVAS PARA O MINISTÉRIO NA ERA DIGITAL

Dr. Kemuel Andrade
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28 de agosto de 2026 • 3 min. de leitura

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A contemporaneidade é profundamente marcada por transformações estruturais decorrentes da evolução acelerada das tecnologias da informação e da comunicação, exigindo uma contínua reavaliação epistemológica e metodológica dos diversos campos do saber humano. No âmbito da formação teológica e da liderança eclesiástica, tal cenário impõe a imperiosa necessidade de um posicionamento analítico, crítico e solidamente fundamentado nas Escrituras Sagradas. A reflexão teológica não pode se distanciar das realidades emergentes, considerando que a era digital não constitui mais um horizonte futuro abstrato ou meramente hipotético, mas sim uma realidade plenamente instaurada na cultura contemporânea e na práxis cotidiana de toda a sociedade global.

Diante da premente exigência de contextualização da reflexão teológica e do agir eclesial, a Faculdade Teológica Betania (FATEBE) inaugurou as atividades acadêmicas do segundo semestre letivo de 20206, por meio de sua tradicional Semana Acadêmica. O evento adotou como eixo temático norteador as discussões sobre a práxis ministerial na era digital, integrando aspectos basilares do chamado vocacional, da responsabilidade ética e do uso de instrumentos tecnológicos inovadores no ministério. O objetivo primordial consistiu em fornecer subsídios conceituais, teóricos e metodológicos consistentes para que a comunidade acadêmica compreenda criticamente os desafios, os dilemas, os riscos e as vastas oportunidades decorrentes da expansão progressiva dos novos ecossistemas digitais. A condução dos trabalhos acadêmicos esteve sob a responsabilidade do Prof. Dr. Kemuel Andrade, pesquisador com reconhecida trajetória acadêmica na investigação rigorosa das interfaces entre cultura digital, teologia sistemática e ministério pastoral. A dinâmica metodológica implementada organizou as atividades em jornadas diárias estruturadas em dois blocos temáticos complementares, mediados por intervalos de convivência, proporcionando um ambiente altamente propício ao aprofundamento analítico, à troca interdisciplinar de conhecimentos e à consolidação de competências conceituais e operacionais indispensáveis à liderança eclesial contemporânea.

No primeiro dia da programação, a sessão inaugural articulou a mensagem institucional a uma criteriosa atividade diagnóstica de percepção discente, culminando em uma preleção dedicada à vocação e ao chamado pastoral na pós-modernidade. O debate enfatizou a indispensável necessidade de preservação da autenticidade da missão eclesiástica, do compromisso vocacional e da integridade espiritual antes de qualquer apropriação dos aparatos técnicos modernos.

O segundo dia concentrou-se na análise minuciosa dos impactos éticos, sociais e teológicos decorrentes da automação algorítmica e dos sistemas inteligentes, estabelecendo um paralelo histórico e hermenêutico com as narrativas veterotestamentárias. Após a exposição teórica principal, os discentes integraram grupos de trabalho estruturados a partir de ementas problematizadoras, resultando em debates profícuos e apresentações em plenária que exploraram a postura da comunidade de fé diante da aceleração tecnológica.

O terceiro dia caracterizou-se por uma abordagem eminentemente prática e laboratorial. Os estudantes tiveram contato direto com os princípios estruturantes da inteligência artificial generativa, examinando a formulação e o refinamento de comandos (prompts) aplicados à elaboração de estudos bíblicos, à exegese e à pesquisa homilética. Foram explorados ambientes computacionais voltados à investigação acadêmica rigorosa, bem como aplicações de ponta destinadas à produção visual e artística para a comunicação institucional eclesiástica.

No encerramento da programação, reafirmou-se o compromisso pedagógico com a excelência formativa e a aprendizagem profunda mediante avaliações objetivas e discursivas, que atestaram a sólida assimilação dos conteúdos ministrados ao longo da semana. A conferência derradeira integrou dimensões fundamentais de maturidade socioafetiva, espiritualidade e competência técnica no exercício ministerial.

O percurso percorrido evidenciou que a tecnologia não é neutra, mas veicula valores e pressupostos existenciais que demandam constante discernimento ético, maturidade crítica e fidelidade bíblica.

Dr. Kemuel Andrade
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28 de outubro de 2021 • 3 min. de leitura

Preciso de um chamado específico para “fazer” missões?

O plano perfeito de Deus para a redenção da humanidade após a queda, conta com a participação do homem como um cooperador para sua execução. Após o juízo aplicado através do Dilúvio e da Torre de Babel, Deus escolheu um homem segundo o seu coração para dar continuidade ao seu plano, dando início ao povo de Israel, do qual viria o Messias prometido em Gênesis, 3:15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”, sendo essa a primeira menção do sacrifício de Jesus para salvar os perdidos. A partir de Gênesis 12, Deus escolhe Abrão como o pai da futura nação de Israel, prometendo que em Abrão “seriam benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3). Daí em diante, Deus escolheu Jacó, José, Davi e outros reis de Israel para dar continuidade ao seu plano, chegando ao Novo Testamento com o nascimento de Jesus, quando escolheu Maria como a mãe do Salvador. Todos estes citados receberam uma missão específica em cumprimento do plano de Deus. Para dar continuidade ao plano de Deus, Jesus escolheu 12 discípulos para estar com ele enquanto aqui na terra e os instruiu sobre as verdades do Reino de Deus e o seu propósito. Os Evangelhos registraram que após sua morte e ressurreição Jesus apareceu aos seus discípulos e lhes deu uma missão, a maior missão de todos os tempos dada aos filhos dos homens, “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei” (Mateus 28:19,20). Em Atos 1:8 Jesus deu ênfase a esta tarefa especificando Jerusalém, Samaria, Judeia e até “os confins da terra”, para que não houvesse dúvida quanto ao alcance de sua mensagem. Portanto, a todos os que aceitam a mensagem do sacrifício de Cristo deverão fazer parte dessa missão, a missão de espalhar as “Boas Novas” ou o Evangelho a todos os que ainda não ouviram. Esse chamado é geral, embora em muitos casos nos relatos bíblicos encontramos vários chamados específicos, como Paulo e Barnabé para os gentios, aqueles que não conheciam o Evangelho e Timóteo para pregar a palavra. Ronaldo Lidório em seu livro Vocacionados (Editora Betânia, 2014), resume este assunto afirmando que “todos os remidos são chamados por Deus e para Deus.” A origem do chamado não é do homem ou da igreja, mas sim de Deus. O Evangelho é como um remédio que sabemos que fará bem a todos os enfermos que o receber, mas muitas vezes guardamos apenas para nós, quando poderia alcançar milhares de doentes espiritualmente que seriam curados. A missão de pregar o Evangelho, revelar o segredo do remédio é para todos os salvos em Cristo, embora muitas vezes Deus revela algo específico a ser realizado por um dos seus filhos, seja local ou mundial. Nem todos serão missionários ou pastores, mas todos devem assumir a missão de pregar o Evangelho para o maior número de pessoas possível. Dessa forma, a visão de João registrada em Apocalipse se cumprirá, “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas”, Apocalipse 7:9.

Malena Clower
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14 de outubro de 2021 • 5 min. de leitura

Ecoteologia, igreja e os movimentos ambientais

A reflexão teológica e as concepções históricas do pensamento cristão estão constantemente passando por reflexões, transformações, reinterpretações e contextualizações da mensagem dos Evangelhos. Estas constantes reinvenções teológicas normalmente se estabelecem dentro de um contexto histórico-social, onde o pensamento e o conceito da vida em sociedade merecem uma interpretação cristã da realidade e que deve ser feita de maneira crítica e criteriosa, não necessariamente dogmática, mas dialeticamente cristã. É preciso compreender que a Igreja necessita de ações que atinjam estas pessoas, que voltem a perceber que aquilo que elas entendiam não encontrar mais na igreja está sendo recuperado. Um dos grandes problemas que o mundo vai enfrentar nos próximos anos é o problema ambiental. Se a Igreja não conseguir apresentar um diálogo com a sociedade sobre esta questão, através de uma cosmovisão cristã da criação, teremos possivelmente mais cristãos indo buscar estas respostas fora da igreja. A crise ambiental pelo qual estamos começando a passar é antes de tudo um problema ético, com impactos diretos no modelo capitalista moderno, implicando em profundas alterações comportamentais, que pode mudar a forma de entendermos a realidade e claro sendo um problema humano, encontraremos reflexos no entendimento teológico da criação. O problema Ecológico Vivemos um momento muito importante com relação à questão ambiental nos anos 90 e começo de 2000, porém o debate e ações governamentais acabaram esfriando nos últimos anos. Tivemos avanços importantes, mas estes avanços não são perenes se não forem amparados por medidas de políticas públicas persistentes para que não haja regressão. Porém avaliando tanto a situação atual quanto a possibilidade bastante evidente de aprofundamento da crise ambiental é preciso pensar em uma mudança significativa na mentalidade produtivista/consumista que impulsiona o progresso como se está estabelecido atualmente, isto significa uma mudança na forma como toda a sociedade percebe a nossa forma de viver. O relatório Mudança Climática 2021 elaborado para o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que a influência humana no aquecimento do planeta, está ocorrendo em um ritmo sem precedentes pelo menos nos últimos 2 mil anos. Com isso, as consequentes mudanças na temperatura e nos extremos climáticos afetam todas as regiões do mundo. Prevê-se que esses efeitos continuem em longo prazo, pelo menos no resto deste século, afetando ecossistemas dos mares e pessoas que dependem deles (Nações Unidas, 2021). O filósofo Hans Jonas alerta que nós temos uma responsabilidade para com as gerações futuras, isto é a responsabilidade para a manutenção de uma vida autêntica humana (JONAS, 2006). Desta forma, devemos garantir hoje, a possibilidade de vida humana digna futura. O paradigma de crescimento / progresso constante e progressivo nos moldes que pensamos hoje, é insustentável para a vida no planeta. Desta forma é necessária uma mudança de mentalidade com relação a ideia de progresso humano, que seja justa e sustentável. Ecoteologia, uma teologia pública O papel da teologia é de refletir através da razão alicerçada pela fé as questões inerentes à vida e espiritualidade humana. A ecoteologia realiza esta ação através da fé pensada no horizonte da consciência planetária, visando entender as implicações da ação humana e sua coerência do mandato divino visando a compreensão da responsabilidade humana pelo futuro da manutenção da vida humana e o respeito pela vida. Hoje a humanidade já utiliza em torno de 20% a mais do que o planeta consegue recuperar, ou em outras palavras, estamos sim destruindo a nossa casa. Temos que entender que o modelo econômico atual (falo do capitalismo extremado) é danoso, não somente para o planeta terra, mas também para o indivíduo, o excesso de consumismo, a idolatria por bens de consumo, o alto grau de competitividade em que somos impelidos está destruindo as mais básicas estruturas de convívio social. Desta forma faz-se urgente uma mudança de paradigma, como afirma Boff, “(…)Este fato suscita lenta e progressivamente um novo estado de consciência. Da consciência de etnia e de classe passamos a consciência de espécies homo sapiens e demens. Descobrimo-nos membros da grande família humana e membros da comunidade de vida, irmãos e irmãs, primos e primas de outros representantes da imensa biodiversidade, plantas e animais, que caracterizam a biosfera, aquela camada fina que cerca a Terra constituindo o sistema-vida. Certamente, é mais que uma pequena membrana de vida. É apenas a parte mais visível do próprio planeta Terra, entendido como superorganismo vivo, Mãe, Pachamama e Gaia.” (BOFF, 2005, p. 18) Assim, faz-se necessário uma reavaliação do processo de produção e consumo, é preciso rever o processo ético da valorização social pelo consumo e capital, e isto não é apenas uma ação individual, mas da sociedade(LOWY, 2020). Papel da Igreja e da Teologia Cabe a igreja apontar para o problema ecológico, observando que ela também faz parte deste problema. Cabe a igreja exercer seu papel de profeta na sociedade, no sentido de apontar a crise ambiental como uma crise ética. Cabe a igreja exortar ao corpo que a constitui, uma mudança de “mentalidade” no sentido de entender a responsabilidade individual. Cabe a igreja usar a sua estrutura para apresentar soluções, seja de nível local ou mais amplo. Desta forma, a igreja através de uma construção teológica deve dialogar com a sociedade visando conduzir uma mudança de mentalidade. Para isso, é preciso a compreensão do papel do ser humano regenerado para o cuidado com a manutenção da vida no planeta, entendendo o seu papel na mordomia da criação. Referências BOFF, Leonardo; Virtudes para um outro mundo possível – Hospitalidade ; Editora Vozes; 2005; 1ª ed. Petrólis; RJ JONAS, Hans. 2006. O Princípio Responsabilidade. Rio de Janeiro: Contraponto/PUC-Rio, 2006. LOWY, Michael. 2020. O que é ecossocialismo? São Paulo: Cortez, 2020. MURIEL, Fernando A. Zapata e TRUJILLO, Marta Lucía Martinez. 2018. Ecoteología: aportes de la teología y de la religión en torno al problema ecológico que vive el mundo actual. 2018, Vol. 13, pp. 92-105. NAÇÕES UNIDAS, Aquecimento global sem precedentes tem clara influência humana, diz ONU. 2021. Fonte: [https://news.un.org/pt/story/2021/08/1759272](https://news.un.org/pt/story/2021/08/1759272) Acessado em: 03/10/2021

Roberto Rohregger
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9 de setembro de 2020 • 4 min. de leitura

Proposta para Tempo de Crise – Abordagem Histórica

Quando falamos sobre a epidemia em que estamos vivendo geralmente lembramos de outras no passado, como por exemplo, as pestes medievais. A epidemia de peste atingia uma cidade aproximadamente a cada dez anos entre os séculos XIV e XVIII. A taxa de mortalidade era de 60 a 90% (um a três% no Covid-19), o que era particularmente terrível. Assim como na epidemia de peste negra, bem como em outras, os cristãos tiveram atitudes formidáveis e relevantes no meio da sociedade. O livro Crescimento do Cristianismo apresenta várias razões pelas quais o Cristianismo foi convincente: as epidemias contribuíram significativamente para a causa cristã (STARK, p.88). O Cristianismo se adaptou às tribulações em que a adversidade, a enfermidade e a morte violenta geralmente prevaleciam (STARK, p.94). Os cristãos cuidavam dos enfermos, eram infectados e morriam por eles. Depois estes curados se tornavam cristãos. A situação se desenvolveu a tal ponto que o imperador que quis reimplantar as religiões pré-cristãs no Império Romano, Juliano, o apóstata, em 362 d.C. avaliou o que então percebia, dizendo: “Os cristãos cuidam não apenas dos seus doentes, mas também dos nossos. Todo mundo pode ver que nosso povo não conta com nossa ajuda” (apud STARK, p.97). O sociólogo conclui então que, no século IV d.C., “esperava-se que o Cristianismo operasse com júbilo na assistência aos enfermos, aos inválidos e aos dependentes” (STARK, 2006, p.199). Diante disso, gostaria de elencar pessoas chaves que fizeram a diferença em seu meio e diante das crises: A visão de Martinho Lutero A pergunta é se era aceitável fugir como cristão. Lutero respondeu a seu colega John Hus, visto que em 1527 Wittenberg foi atingida pela praga e as aulas foram transferidas para uma cidade não afetada. Lutero se recusou a sair. Em vez disso, ele decidiu cuidar dos doentes e moribundos e transformou sua casa em um hospital improvisado. Lutero disse: “Ao crer em Deus e por amor ao próximo, os cristãos devem primeiro pensar em como podem contribuir para o cuidado físico e espiritual dos fracos, isolados, doentes ou moribundos”. Só então Lutero permitiu que os cristãos tomassem decisões privadas sobre a possibilidade de fugir. O Salmo 41 era a base orientadora para Lutero: “Bem-aventurado aquele que cuida dos fracos! O Senhor o salvará nos maus momentos.” Portanto: “quem cuida de uma pessoa doente (…) que faz isso com essa promessa consoladora, (…) ele tem grande consolo aqui. (…) Deus mesmo quer ser seu guardião e seu médico também.” Frederico von Bodelschwingh e a Missão de Bethel Frederico, enquanto estudante, envolveu-se com os mendigos vendo a situação sub-humana em que viviam. Em 1869, de 12 a 25 de janeiro, faleceram 4 de seus filhos. Em 1872 foi convidado a assumir o lar de epiléticos de Bethel. Para ele, a fé infantil de um doente mental ou de um agricultor epilético era a experiência que superava tudo o que a Universidade poderia oferecer. Os epiléticos eram vistos como doentes mentais nessa época. Bodelschwingh entendia que ali não se estava em frente à miséria, mas no meio dela. Isto é o que o anunciador da Palavra de Deus deveria aprender, para depois à frente da igreja ser um bom exemplo e tornar outros solícitos para todo tipo de serviço cristão. A missão possui um hospital psiquiátrico diaconal protestante em Bethel, antiga cidade, hoje um bairro de Bielefeld, na Alemanha . Quem vinha com alguma dor falar com Bodelschwingh, nunca saía inconsolado. Algo cada um recebia. Para ele, as pessoas precisam ser valorizadas como são. O amor não estabelece pré-requisitos. O amor deve persistir. Na obra missionária, os desafios eram assumidos por todos. Assim aconteceu a construção de albergues, colônia para desempregados, casa para trabalhadores da cidade. Bodelschwingh tornou-se deputado para trazer benefícios legais aos que estavam mendigando. Queria que o pequeno tivesse sua própria casa e pedaço de terra para plantar. A visão escatológica era que tudo será destruído quando Jesus voltar, com exceção do que foi feito de acordo com a vontade de Deus. O trabalho entre os pobres e insignificantes está entre a exceção, pois Cristo se identifica com os sofredores. Somente quem valoriza e age para o melhoramento desse mundo saberá valorizar e agir com vistas ao vindouro. E esta visão teve consequências nas outras gerações.

Marlon Fluck
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