Oro a um Deus que não me ouve!
1 de junho de 2022 • 5 min. de leitura

Oro a um Deus que não me ouve!
Sem dúvida nenhuma, um dos maiores pilares da mensagem cristã é a oração! Jesus não somente orava, como também nos aconselha a orar! É muito comum vermos no evangelho Jesus se retirando de entre a multidão e indo para a solitude do ‘monte da oração’. É muito comum vermos Jesus se retirar dos ‘palcos’, se retirar dos ‘holofotes’, e correr para o anonimato do ‘quarto de oração’, pois sem dúvida nenhuma, de nada adiantaria ter as multidões a ouvi-lo e não ter o Deus das multidões na intimidade do quarto! A grande questão na oração é uma simples pergunta: “Por que orar?”. Porque orar se o próprio Jesus disse que Deus já sabe o que precisamos antes mesmo de falarmos? Porque orar se o Senhor já sabe tudo o que iremos dizer na oração antes mesmo de pensarmos naquilo que iremos falar? Porque orar se toda a graça já nos foi dada na Cruz? Porque orar se o que Deus quiser fazer Ele irá fazer independente se eu pedir ou não? Porque orar se o que Deus não quiser fazer Ele não fará independentemente se eu pedir ou não? Porque orar o ‘seja feita a tua vontade’ se a vontade dEle já será feita independemente se eu pedir que ela seja feita ou não? (Existem muitos outros pontos).
Porque orar se o ministério do evangelho é simplesmente servir ao próximo em amor? Porque orar sendo que não podemos ‘comprar’ Deus pelos nossos sacrifícios? Porque orar sendo que tudo já nos foi dado quando Jesus gritou “Tetelestai” (está consumado)? Essa foi uma grande questão que invadia minha mente até que encontrei a resposta em Jesus! Me impactou saber que na oração Deus não nos ouve, Ele nos vê! Jesus disse: “Quando fores orar entra no teu quarto, fecha a porta, porque aquele (Deus) que te VÊ em secreto…”, não é aquele que nos ouve, é aquele que nos vê! Um dia perguntaram a Madre Teresa o que ela dizia a Deus em suas orações, ela respondeu: “Eu não falo nada, eu somente escuto!”, então lhe perguntaram: ‘E o que Deus diz’, “Ele não diz nada, Ele somente me escuta” – respondeu ela,
Não eram as palavras que moviam a oração, não eram a quantidade de palavras ditas, o tom de voz em que eram ditas, o volume em que eram ditas e muito menos o como eram ditas, mas sim a atitude de estar a orar, a oração do silêncio, a atitude de apresentar-se diante de Deus no quarto da oração e relacionar-se em gemidos da alma!
Foi John Bunyan quem disse: “Na oração mais vale um coração sem palavras do que palavras sem um coração!”, orar não é falar e falar, orar é se relacionar mesmo que sem palavras!
A respeito da oração muito se ensina a como prolongá-la. Uns pronunciam palavras de modo devagar para que dure mais tempo, outros oram em todos os assuntos possíveis para que fique mais tempo em oração, oram por todos os nomes para que preencha tempo como que cumprindo sua carga horária, fazem como tolos que pensam que por muito falarem serão ouvidos, uns oram gritando acreditando que isso demonstra maior ‘unção e autoridade’, uns oram de maneira rápida e ofegante acreditando que isso é o poder de Deus, mas não! Queridos, orar não é ‘falar e falar’, orar é se relacionar, pois Ele nos VÊ, Ele VÊ a atitude de se retirar do mundo e apegar-se ao silêncio de um quarto escuro!”!
Agora eu entendo, oração não é pedir algo (até porque Ele sabe de tudo o que precisamos, mas, se quiser pedir, não é proibido rs), oração é entregar, me entregar, quanto mais oro, mais me entrego. Oração não é a quantidade de decibéis que sai de minha boca, mas sim o aroma suave que vem do coração! Oração é amá-lo, oração é simplesmente o querer estar mais perto, orar não é uma obrigação para os servos mas é um prazer dos filhos! Por isso essa grande pergunta se responde no que é relacional, “por que orar?”, para, simplesmente, me relacionar! Foi assim então que entendi que oração não é questão de “falar e ouvir “, mas de “fazer e ver”!
Oração é como o abraço de um casal de namorados, apaixonados…, nenhuma palavra se é pronunciada, nenhuma palavra se faz necessária, o carinho no abraço já diz tudo, os olhos fechados no abraço já dizem tudo, a atitude no abraço já diz tudo! Orar é “abraçar” e não somente palavras pronunciar! Eu não ouço, não escuto quem me abraça, eu o vejo, eu vejo o sentimento no abraço, vejo a sinceridade no abraçar! Oro a um Deus que não me ouve, oro a um Deus que me vê, Ele vê a sinceridade na oração em silêncio, Ele vê o sentimento na oração sem palavras, Ele vê o meu sentir por ele, Ele sente o meu ‘abraçar’ (oração)!

13 de janeiro de 2021 • 5 min. de leitura
Afinal a mulher pode ou não ensinar no culto? Um estudo à luz de 1 Coríntios 14.33-34
Mesmo em dias hodiernos a mulher ainda sofre, além da violência, com preconceitos ministeriais e profissionais, e não estamos analisando uma cultura mais tradicional e conservadora como em países influenciados pela religião islâmica. Denominações cristãs evangélicas ocidentais ainda proíbem as mulheres de ensinarem nas igrejas. Nossa tarefa será fazer uma breve análise do texto de 1 Coríntios 14.33-35: 34 As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. 35 E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja. O estudo da crítica textual nos informa que alguns manuscritos chegam a colocar os versículos 34 ao 35 no final do capítulo 14 depois do versículo 40. (OMANSON, 2010, p. 355). Já Gordon Fee (2019, p. 853) classifica essa passagem como: “[…] passagem espúria (v. 33,34) que conseguiu se aninhar na tradição manuscrita, tendo sido inserida nesse ponto na maioria dos textos remanescentes […]”, ou seja, o autor se nega a comentar esses versículos em sua obra, pois para ele não tem valia nem mesmo como uma interpolação. Todavia, o breve estudo abordará os versículos dentro do seu contexto histórico-cultural e literário partindo do pressuposto como parte integrante do NT, independente de sua colocação nos manuscritos antigos. Não se pode deixar de lado os aspectos culturais da época, a posição da mulher na sociedade era deprimente. O grego Sófocles havia dito que: “O silêncio confere graça a uma mulher”, já os rabinos que “Com respeito a ensinar a lei a uma mulher, o mesmo seria ensinar-lhe impiedade.” (BARCLAY, 1956, p. 136). O mundo greco-romano não conferia valor nenhum à mulher e no judaísmo não era diferente. É nesse contexto em que o NT é escrito. Barclay (1956, p. 134) nos chama a atenção para a observação de como era o culto na Igreja Primitiva. Existia uma “liberdade e uma informalidade” diferente dos nossos cultos atuais, pois não existia “pastores profissionais”, todo aquele que tinha o dom estava livre para usá-lo, a ordem no culto tinha uma flexibilidade. Não participava de um culto somente como ouvinte passivo. As mulheres no NT se destacavam por suas qualidades e virtudes e não por titularidade funcional, uma vez que essa institucionalização vem a posteriori. O contexto literário imediato dos versículos “esboça regras de conduta que promovem o culto ordeiro”, conforme nos relata Kistemaker (2003, p. 711). As profecias devem ser julgadas pelos ouvintes. Porém, Paulo impede as mulheres de julgarem as profecias dos homens. Para o Dr. Waldyr Carvalho Luz (2011, p. 44-49) essa é uma questão de “etiqueta feminina da época” e não uma “injunção teológica.” Quando faz apelo a Lei de forma genérica a Escritura, “ele tem em mente o relato de Gênesis 2.18-24, que ensina a ordem da criação na qual Adão foi criado primeiro e depois Eva como ajudadora de Adão. Desse relato, Paulo deduz o princípio de que a esposa é sujeita ao marido como ajudadora dele e é responsável perante ele”. (KISTEMAKER, 2003, p. 712). Paulo orienta as mulheres de Corinto a respeitarem seus maridos no culto, ficando em silêncio quando discordarem da profecia (pregação) dele e questioná-lo na privacidade do lar. Se a ordem de Paulo era para que as mulheres ficassem totalmente caladas nos cultos, teremos uma grande contradição com o capítulo 11.5: “Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse raspada.” Kistemaker (2003, p. 711) presume “que com os homens, as mulheres também cantavam salmos e hinos na igreja (14.26).” Paulo, jamais quis proibir a mulher de falar e adorar a Deus no culto uma vez que a passagem bíblica citada pelo autor traz além de salmos e hinos, doutrina, revelação, língua e interpretação. Ademais, não permitir que uma mulher fale, ensine ou pregue numa igreja é limitar a ação do Espírito Santo prometida no AT em Joel 2.28-29 e concretizada em Atos 2.17-18: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; Teríamos que ser honestos em afirmar que o dom do ensino e da pregação foi concedido somente aos homens, uma vez que no contexto amplo de 1 Coríntios, Paulo trata com os dons espirituais no capítulo 12. No compêndio da teologia paulina, os dons foram dados para a edificação da igreja. Teríamos também que diferenciar os dons espirituais. Exemplificaremos agora em Romanos 12, uns exclusivos para homens: profecia, ministrar, ensinar, exortar, presidir e outros para homens e mulheres: repartir e misericórdia. Fica a pergunta baseada em Efésios 4.11-12: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” Será mesmo que as mulheres também estão de fora dos dons ministeriais? Eu creio que não. Bibliografia KISTEMAKER, Simon. Exposição da Primeira Epístola aos Coríntios. SP: Cultura Cristã, 2003. BARCLAY, Willian. Comentário de 1 Coríntios. Trinidade College, 1956. FEE, Gordon. Comentário Exegético de 1 Coríntios. SP: Vida Nova, 2010. OMANSON, Roger. Variantes Textuais do Novo Testamento, Análise e Avaliação do Aparato Crítico de “O Novo Testamento Grego”. SP: SBB, 2010. LUZ, Waldyr. Ordenação feminina. Revista Ultimato. Viçosa, MG, Vol. 329, p. 44-49, Março-Abril de 2011.

29 de outubro de 2020 • 5 min. de leitura
Abandono e Esperança
Ao criar o mundo, conforme o relato bíblico de Gênesis capítulos 1 e 2, primeiramente Deus preparou um jardim como um lugar perfeito para colocar a “coroa” de sua criação, o ser humano. Criou também os animais. Quando tudo estava pronto, Deus fez um convite especial ao Filho e ao Espírito Santo para formarem o homem, descrito como: “disse Deus: façamos o homem conforme a nossa imagem, conforme nossa semelhança”. Em seguida, Deus formou a mulher. “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; eu lhe farei uma ajudadora que lhe seja adequada”. Os seres recém-criados eram tão perfeitos que Deus resolveu que eles deveriam ser multiplicados e, assim, conforme Gênesis 04:1 e 2, a mulher deu à luz ao seu primeiro filho. Agora o plano estava completo. Tudo perfeitamente orquestrado e funcionando. O fator mais importante da criação certamente é que apenas o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, diferentemente dos outros animais. Qual seria então o propósito para tal detalhe? Para que o homem pudesse se relacionar com Deus e com o próximo sendo que toda a humanidade teria a mesma origem. O sopro de Deus fez o homem e todos os seus descendentes seres viventes e capazes de se relacionar. Deus poderia criar todos os homens adultos (e também os animais), mas preferiu criá-los dependentes uns dos outros. Em especial o ser humano, pois este é o único ser que nasce dependente e permanece assim por um bom tempo, recebendo cuidados para depois então se tornarem independentes, ao contrário dos animais. Na viração do dia, Deus procurava o homem para saber “como estava indo”. Batiam então “aquele papo”. A criatura e o criador em perfeita comunhão. Fomos feitos então “à imagem e semelhança de Deus” para nos relacionar com Ele e com o próximo. Fomos feitos seres relacionáveis, de certa forma dependentes uns dos outros. Porém, no meio do caminho veio a “Queda” relatada em Gênesis capítulo 3, quando o homem cedeu à tentação e tomou o seu próprio caminho, independente de Deus. A promessa do inimigo é que ele seria igual a Deus; uma de suas primeiras mentiras contadas ao ser humano. Embora Deus nunca tenha abandonado o homem, mesmo tendo-o expulsado do Jardim perfeito, preparou um plano de redenção para trazer a criatura de volta ao criador, conforme relato em Gênesis 3:15, este tem se afastado cada vez mais do propósito original que é a comunhão, o relacionamento. No livro A criação restaurada, Albert Wolters escreveu: Deus persiste na sua criação original caída e a salva. Ele se recusa a abandonar a obra de suas mãos – de fato, ele sacrifica o próprio Filho para salvar o seu projeto original. A humanidade, que estragou o seu mandato original… recebe outra oportunidade em Cristo; somos restabelecidos como administradores de Deus sobre a terra. (São Paulo; Cultura Cristã, 2006, p. 80). Essa independência trouxe várias consequências, como podemos comprovar tanto no relato bíblico, como em nossa vida, em nosso cotidiano. Uma dessas consequências certamente é o “abandono”. Andando pelas ruas das cidades, vendo seres humanos, pessoas, feitas à imagem e semelhança de Deus, com o propósito principal de relacionar com ele e com os seus semelhantes, penso no estrago que a “independência”, o desejo de ser igual a Deus em tudo, provocou. Quantas pessoas abandonaram ou foram abandonadas pelos seus. Ou seja, a tentativa de ser independente não afetou somente a relação do homem com Deus, mas também com o seu semelhante, os animais e a natureza. Deus em sua infinita bondade e misericórdia trabalha incansavelmente para alcançar suas criaturas e torná-las seus filhos através do sacrifício de Jesus, como prometido em Gênesis 3:15. Como bem colocado por Randy Alcorn: “Em Gênesis, o Redentor é prometido; em Apocalipse, o Redentor retorna. Gênesis conta a história do Paraíso perdido; Apocalipse conta a história do Paraíso recuperado. Em Gênesis, o homem e a mulher caem como governantes da terra; em Apocalipse, a humanidade justa governa a nova terra, em lealdade ao Rei Jesus. Satanás e o pecado não irão frustrar o plano de Deus”. (O Romancista Romântico. Deus, vida e imaginação na obra de C.S.Lewis; p. 159). Não haverá mais “abandono”. As ruas serão ocupadas pelos remidos no sangue do cordeiro. A alegria será completa e a presença do Cordeiro nos fará esquecer toda a lágrima, todo o abandono. Esperamos com confiança a redenção dos homens e da natureza, como prometido desde o início por aquele que nos fez “conforme sua imagem e semelhança”, para que pudéssemos nos relacionar com ele. A Bíblia começa com um jardim e termina com um jardim, com o mesmo jardineiro. Isso é maravilhoso. Referências: A criação restaurada. Wolters Albert; São Paulo, SP. Cultura Cristã, 2º Edição, 2019. O Racionalista Romântico. Deus, vida e imaginação na obra de C.S.Lewis. Piper J; Mathis, David organizadores; Brasília, DF. Editora Monergismo, 1ª Edição, 2017. Bíblia Brasileira de Estudos Almeida Século 21. São Paulo, SP. Editora Hagnos, 1ª Edição, 2016.

3 de outubro de 2019 • 3 min. de leitura
A Cibercultura e os transtornos psicológicos: Perigos e desafios atuais
Embora o DSM V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e o CID 10 (da Organização Mundial da Saúde) não tenham nenhuma palavra final diagnóstica sobre transtornos psicológicos associados ao uso inadequado da internet e das várias redes sociais (Facebook, Instagram, WhatsApp, etc), sabe-se que existem vários comportamentos e sintomas associados, os quais tem sido a preocupação de vários profissionais da saúde, tais como: médicos, psiquiatras, psicólogos, pedagogos etc. Ainda que, por um lado, sejam inquestionáveis os muitos benefícios da internet e das redes sociais, por outro lado os comportamentos e sintomas preocupantes, com vários riscos nocivos à saúde, ao bem estar e segurança de seus usuários, são perceptíveis, tais como: a depressão, dependência da internet e redes sociais, crises de ansiedade, comportamento abusivo de jogos pela internet, o ciberbullying, a anorexia, a bulimia, a obesidade, problemas de visão, postura corporal, suicídio etc. Diga-se de passagem, que a internet e as redes sociais, em si, são, de certa forma, neutras. Elas não causam, por elas mesmas, as dificuldades acima mencionadas. A dificuldade está no seu uso inadequado, e também às vulnerabilidades de cada pessoa. Estudiosos apontam que algumas pessoas estão mais suscetíveis a fazer uso inadequados da internet e redes sociais, e colher dificuldades diversas, especialmente adolescentes do sexo feminino, pessoas com descontrole de impulsos, introvertidos, perfeccionistas, pessoas com baixa autoestima, pessoas em constante necessidade de aprovação. Visto que essas dificuldades, relacionadas ao uso inadequado da internet e redes sociais, são relativamente novas, em virtude da cibercultura ser um fenômeno muito recente, estudos e pesquisas, com metodologias científicas mais precisas, necessitam ser feitos para que os estudiosos da saúde possam categorizar todas essas dificuldades, quem sabe, delineando novos transtornos e tratamentos específicos. No momento, estudiosos e pesquisadores têm visto essas dificuldades, como por exemplo, a dependência da internet e redes sociais, mais como um comportamento relacionado ao controle do impulso. É provável que nas próximas edições do DSM e da CID já tragam algum delineamento sobre isso, visto que no primeiro já existe uma sugestão para que alguns assuntos sejam objeto de maiores estudos para futuros delineamentos. Por enquanto, há de perguntar-se o que, como sociedade, podemos fazer para prevenir e/ou ajudar as pessoas que estejam no processo de incorrer em algum prejuízo significativo no uso da internet e redes sociais? Além de maiores estudos e pesquisas científicas sobre o assunto, acima mencionados, é necessário haver maiores discussões e informação em todos os âmbitos da sociedade (escolas, universidades, famílias, religião etc) para as pessoas, especialmente os mais vulneráveis, sobre os benefícios e malefícios da internet e das redes sociais. Nos casos em que alguém esteja tendo um prejuízo significativo no uso dessas mídias, é necessário procurar ajuda médica e psicológica. A internet e as redes sociais vieram para ficar e modificaram a nossa maneira de ver o mundo, nos comunicarmos uns com os outros, e lidarmos com a informação. Precisamos vencer essa fase de adaptação e usá-las de maneira sábia, ética e adequada para o nosso bem, para o bem dos outros, e da sociedade em geral.
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