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Oro a um Deus que não me ouve!

Luiz Henrique Silva dos Santos
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1 de junho de 2022 • 5 min. de leitura

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Oro a um Deus que não me ouve!

Sem dúvida nenhuma, um dos maiores pilares da mensagem cristã é a oração! Jesus não somente orava, como também nos aconselha a orar! É muito comum vermos no evangelho Jesus se retirando de entre a multidão e indo para a solitude do ‘monte da oração’. É muito comum vermos Jesus se retirar dos ‘palcos’, se retirar dos ‘holofotes’, e correr para o anonimato do ‘quarto de oração’, pois sem dúvida nenhuma, de nada adiantaria ter as multidões a ouvi-lo e não ter o Deus das multidões na intimidade do quarto! A grande questão na oração é uma simples pergunta: “Por que orar?”. Porque orar se o próprio Jesus disse que Deus já sabe o que precisamos antes mesmo de falarmos? Porque orar se o Senhor já sabe tudo o que iremos dizer na oração antes mesmo de pensarmos naquilo que iremos falar? Porque orar se toda a graça já nos foi dada na Cruz? Porque orar se o que Deus quiser fazer Ele irá fazer independente se eu pedir ou não? Porque orar se o que Deus não quiser fazer Ele não fará independentemente se eu pedir ou não? Porque orar o ‘seja feita a tua vontade’ se a vontade dEle já será feita independemente se eu pedir que ela seja feita ou não? (Existem muitos outros pontos).

Porque orar se o ministério do evangelho é simplesmente servir ao próximo em amor? Porque orar sendo que não podemos ‘comprar’ Deus pelos nossos sacrifícios? Porque orar sendo que tudo já nos foi dado quando Jesus gritou “Tetelestai” (está consumado)? Essa foi uma grande questão que invadia minha mente até que encontrei a resposta em Jesus! Me impactou saber que na oração Deus não nos ouve, Ele nos vê! Jesus disse: “Quando fores orar entra no teu quarto, fecha a porta, porque aquele (Deus) que te VÊ em secreto…”, não é aquele que nos ouve, é aquele que nos vê! Um dia perguntaram a Madre Teresa o que ela dizia a Deus em suas orações, ela respondeu: “Eu não falo nada, eu somente escuto!”, então lhe perguntaram: ‘E o que Deus diz’, “Ele não diz nada, Ele somente me escuta” – respondeu ela,

Não eram as palavras que moviam a oração, não eram a quantidade de palavras ditas, o tom de voz em que eram ditas, o volume em que eram ditas e muito menos o como eram ditas, mas sim a atitude de estar a orar, a oração do silêncio, a atitude de apresentar-se diante de Deus no quarto da oração e relacionar-se em gemidos da alma!

Foi John Bunyan quem disse: “Na oração mais vale um coração sem palavras do que palavras sem um coração!”, orar não é falar e falar, orar é se relacionar mesmo que sem palavras!

A respeito da oração muito se ensina a como prolongá-la. Uns pronunciam palavras de modo devagar para que dure mais tempo, outros oram em todos os assuntos possíveis para que fique mais tempo em oração, oram por todos os nomes para que preencha tempo como que cumprindo sua carga horária, fazem como tolos que pensam que por muito falarem serão ouvidos, uns oram gritando acreditando que isso demonstra maior ‘unção e autoridade’, uns oram de maneira rápida e ofegante acreditando que isso é o poder de Deus, mas não! Queridos, orar não é ‘falar e falar’, orar é se relacionar, pois Ele nos VÊ, Ele VÊ a atitude de se retirar do mundo e apegar-se ao silêncio de um quarto escuro!”!

Agora eu entendo, oração não é pedir algo (até porque Ele sabe de tudo o que precisamos, mas, se quiser pedir, não é proibido rs), oração é entregar, me entregar, quanto mais oro, mais me entrego. Oração não é a quantidade de decibéis que sai de minha boca, mas sim o aroma suave que vem do coração! Oração é amá-lo, oração é simplesmente o querer estar mais perto, orar não é uma obrigação para os servos mas é um prazer dos filhos! Por isso essa grande pergunta se responde no que é relacional, “por que orar?”, para, simplesmente, me relacionar! Foi assim então que entendi que oração não é questão de “falar e ouvir “, mas de “fazer e ver”!

Oração é como o abraço de um casal de namorados, apaixonados…, nenhuma palavra se é pronunciada, nenhuma palavra se faz necessária, o carinho no abraço já diz tudo, os olhos fechados no abraço já dizem tudo, a atitude no abraço já diz tudo! Orar é “abraçar” e não somente palavras pronunciar! Eu não ouço, não escuto quem me abraça, eu o vejo, eu vejo o sentimento no abraço, vejo a sinceridade no abraçar! Oro a um Deus que não me ouve, oro a um Deus que me vê, Ele vê a sinceridade na oração em silêncio, Ele vê o sentimento na oração sem palavras, Ele vê o meu sentir por ele, Ele sente o meu ‘abraçar’ (oração)!

Luiz Henrique Silva dos Santos
Aluno da Faculdade Teológica Betânia
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16 de setembro de 2021 • 4 min. de leitura

Uma breve construção histórica do olhar filosófico na relação homem e mulher

Nesta construção histórica da filosofia existem características e eventos que podem lançar luz sobre as questões da mulher em ocupar um lugar de referência dentro do âmbito religioso, e até mesmo potencializar e elucidar a questão da mulher como produtora de conhecimento. Desta forma, pretendo pinçar fatos e personagens que poderão minimamente oferecer apontamentos à questão. Quando a filosofia nasce, na Grécia, no âmbito religioso, as mulheres, enquanto sacerdotisas, tinham os mesmos privilégios que os homens, os quais poderia citar: assento garantido nas primeiras filas dos jogos em Atenas; direito à propriedade e de perpetuar a herança; prestígio ao ponto de terem monumentos erguidos em sua homenagem. Mas este prestígio não era encontrado na vida da sociedade não religiosa grega, pois as mulheres não tinham acesso aos estudos e nenhum direito na democracia Ateniense. Sem dúvida, a condição delas manifestava uma disparidade entre a vida dentro da religião e fora dela. A primeira filósofa que temos notícias foi Safo, 630 ou 604 a.C., nascida em Mitilene – Lesbos, uma ilha grega. Dentre as suas atribuições, podemos citar: poetisa, tecelã, sacerdotisa e filósofa. Devido as suas ideias provocarem perturbações nos poderosos, foi exilada na Sicília junto com a família, mas quando retornou, fundou uma escola só para mulheres, onde as mesmas eram educadas na poesia e filosofia, e eram ensinadas a pensar criticamente e a serem femininas. Sem dúvida esta escola foi um grande marco para a educação das mulheres na época. Por sua vez, o filósofo Platão (428/348 a.C.), na obra “A República”, inova o papel da mulher em sua cidade ideal, possibilitando a sua emancipação social, política e a mesma educação dos homens. Para ele, o único impedimento de uma mulher em praticar o que quiser, seria a sua competência ou não para o ofício desejado. Nesta cidade ideal, todas as funções, até mesmo a de governar sobre outros, não se fixa pelo sexo que cada um possui, e sim, pela competência que cada um carrega em si; o mais capaz então, deve realizar o propósito. Diferente de Platão pensa o seu discípulo Aristóteles, pois para ele a mulher possui uma alma inferior a do homem, ela seria apenas um pouco mais superior que a alma do escravo. Isso intrinsecamente a impediria de realizar algumas funções que seriam próprias do homem livre, entre elas de tecer um pensamento crítico e de governar. Dando um salto na história, iremos nos deparar com Hipátia, nascida em Alexandria no ano de 360 d.C. Ela é uma prova histórica, entre tantas outras, que a mulher tem condições de assumir um protagonismo na liderança e no pensamento crítico, pois foi ela considerada a primeira matemática da história e dirigiu por um significativo período a Escola Platônica de Alexandria, uma das mais conceituadas da época, onde seus alunos, após passarem por ela, tornavam-se prefeitos, governadores e líderes da igreja. Hipátia teve uma morte trágica, foi esfolada viva na Ágora por cristãos radicais. Mas mesmo sendo perseguida em sua vida, nunca deixou de anunciar o que acreditava e por isso tornou-se um ícone na história. Certa vez ela disse: “Governar acorrentando a mente através do medo de punição em outro mundo é tão baixo quanto usar a força”. Outra filósofa a considerar é Simone de Beauvoir (1908/1986). Segundo ela, “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Esta frase, à primeira vista, causa muita estranheza para aqueles que nunca pensaram no assunto. Mas de fato, a mulher sempre foi ensinada a se comportar e agir de determinada maneira e por muito tempo foi educada para ser uma boa esposa e servir ao marido. Com isso, a superioridade do masculino foi ganhando cada vez mais força e o gênero feminino passou a ser visto como inferior. O que está em pauta, não é nascer mulher no sentido biológico, mas sim que a mulher é obrigada a se moldar às expectativas de uma sociedade que a inferioriza. Neste sentido, a mulher, segundo Beauvoir, tem direito de assumir o protagonismo de sua própria existência e querer ser o que ela desejar e não o que se espera socialmente dela. Acredito que estas provocações e exemplos possam ser uma fagulha para pensar melhor sobre a mulher e seus direitos, que devem ser esculpidos à luz das Escrituras e não especificamente da tradição ou de qualquer força que inferiorize o valor da mulher; neste sentido a filosofia tem algo, ainda que de forma singela, a acrescentar.

Rogério Leoderio de Souza
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12 de agosto de 2021 • 4 min. de leitura

O deus brasileiro

Com o aumento das lives, transmissões de cultos por redes sociais cada dia se torna mais comum que reuniões de igrejas de todos os tamanhos acabem se tornando públicas. Aquelas igrejas pequeninas ou mais reservadas que antes tinham um tapume na porta impedindo que aqueles que passavam na rua pudessem ver o que acontece lá dentro, agora tem seus púlpitos filmados e publicados para quem quiser assistir. Em um primeiro momento até podemos acabar confundidos e pensar que esse novo movimento de lives seria uma grande conquista do Cristianismo, a propagação massiva do evangelho em todas as principais redes, aplicativos de mensagens e até televisionadas, alcançando dos mais jovens aos mais idosos, realmente seria essa uma grande conquista se de fato o que estivéssemos vendo fosse verdadeiramente a pregação do evangelho. O conteúdo dessas reuniões públicas apresentam práticas tão peculiares e discursos tão diferentes da centralidade do evangelho bíblico que somos então obrigados a diferenciar o Deus do Cristianismo do deus brasileiro. Vivemos em uma época marcada pela relativização da verdade em que a opinião ou achismo toma o lugar do estudo e da certeza analisada e já verificada, pouco importa os anos de pesquisa e dedicação de um cientista que dedicou a vida ao estudo e reflexão de certo tema se um jovem de 13 anos decidir dizer nas redes sociais que ele está errado “porque sim”. Como não poderia ser diferente, esse movimento de instabilidade daquilo que se sabe também alcançou o Cristianismo e tem sido demasiadamente danoso ao verdadeiro evangelho de Cristo, isso porque o resgate de heresias antigas e já superadas retornam agora com uma nova roupagem e acabam por atrapalhar aqueles que as abraçam de um contato com o verdadeiro evangelho. Aos poucos o Deus do cristianismo é abandonado por um deus brasileiro, montado e idealizado em cima de conceitos populares, frases de efeito e sincretismos com outras religiões. O deus brasileiro é um senhor bonachão que quer que todos tenham uma vida longa e próspera, cheia de riquezas e benesses, que leva para o céu as pessoas que os seus fiéis acham que são boas e condena ao inferno quem eles consideram ruins, ele atende demandas da terra o tempo todo e para tudo o que estiver fazendo quando um dos seus devotos decreta que ele faça algo. O deus brasileiro satisfaz egos, alimenta desejos egoístas e apesar de dizer que usa a mesma bíblia do cristianismo, ele só a usa se for para distorcer os significados dos textos, mas na maioria das vezes ele prefere falar aos “ouvidos espirituais” dos seus devotos as coisas mais estapafúrdias que em boa parte das vezes são completamente opostas às direções que o Deus do cristianismo deixou registrado para os cristãos na bíblia. O deus brasileiro é uma criatura impossível de se conhecer pois todas as vezes que se pergunta aos seus fiéis quem é Deus, todos eles iniciam com a frase “para mim, Deus é…” mas terminam com os conceitos que mais lhes for conveniente e que por vezes são contraditórios, cada um tem a sua própria versão personalizada desse deus. Enquanto o Deus do cristianismo recebe a todos como pecadores e os transforma para a salvação e para que vivam em novidade de vida em uma única comunidade chamada igreja de Cristo, o deus brasileiro separa as pessoas em grupos de acordo com a moral e cada grupo acha que o outro vai para o inferno. Essa divisão é feita de maneira política, econômica, social e onde pudermos pensar que exista um grupo, ali haverá uma versão desse deus. O deus brasileiro abraça os pecadores, os conforta e diz a eles que está tudo bem e que eles não precisam de arrependimento enquanto caminham rumo ao inferno, o deus brasileiro é o seu próprio ego. Tenho visto muitos cristãos comemorando o crescimento e expansão do cristianismo protestante no Brasil, mas creio que ainda não se deram conta que a religião que tem crescido cada dia mais não é o cristianismo e sim o hedonismo disfarçado de cristianismo. Voltemos ao evangelho, voltemos à bíblia, voltemos ao Deus com “D”.

Bruno Hilgenberg Martins
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6 de janeiro de 2021 • 5 min. de leitura

Em Nome de Jesus

Acredito que você já tenha ouvido por diversas vezes alguém orando ou simplesmente lançando ao vento a frase “em nome de Jesus”. Antes dessa frase ser banalizada e se tornar um jargão popular do evangeliquês, seu sentido era muito puro e representava a maior segurança que um cristão poderia ter. Em uma breve reflexão, gostaria de tentar resgatar o correto uso dessa expressão que em seu sentido original, é maior que qualquer coisa que possamos imaginar. Primeiramente gostaria de lhe convidar a imaginar a alegria daqueles que ouviram a verdade que liberta da boca do próprio libertador, imagine comigo a honra de ter sido um apóstolo de Cristo, não apenas crer que há uma salvação mas ter consigo o próprio salvador, caminhar com ele, dividir refeições, poder ter longas conversas, consegue imaginar a segurança e o sentimento de satisfação que conviver fisicamente com Jesus deve ter proporcionado a esses homens, a ponto de deixarem tudo o que tinham para trás, crendo que apenas estar com Cristo lhes seria suficiente? Peço que gaste alguns segundos meditando sobre isso, feche seus olhos por um breve momento e tente se imaginar agora como alguém que está caminhando com Cristo e convivendo com ele, bebendo a água da vida direto da fonte, a qualquer momento você poderia lhe fazer indagações cujas resposta você esteja procurando por anos, faça isso agora. Meditar sobre isso me traz tanta paz e conforto que eu poderia fazer isso por um bom tempo, mas se apenas esse breve exercício de imaginação já é capaz de nos proporcionar alegria, paz, conforto, imagine como realmente deve ter sido estar lá. Agora quero que tente imaginar o quão assustador deve ter sido saber que o salvador lhes seria tirado, eles ainda não sabiam o que era servir a um Cristo ressurreto, sua experiência era física, visual, auditiva. Medo e insegurança devem ter tomado conta dos seus corações. Esses homens haviam abandonado tudo para seguir seu salvador que agora lhes seria tirado. Cristo já os havia contado sobre seu propósito aqui na terra, seu sofrimento, crucificação e ressurreição, mas saber isso de antemão não tornaria o fato de não ter mais a presença física do mestre muito mais fácil, como ficaria a expansão do evangelho quando ele fosse embora? E os milagres que fazia, as pessoas precisavam daquilo, o que aconteceria dali em diante, será que a presença do mestre seria apenas como um capítulo bom que se encerraria e com o passar do tempo suas vidas voltariam a ser o que eram antes? No evangelho de João, capítulo 14 Jesus apresenta como que um testamento para seus apóstolos e para todos os cristãos, uma garantia de que não somente o seu evangelho seria expandido, como coisas ainda maiores seriam feitas, desta vez, pelas mãos de seus apóstolos e futuramente de todos aqueles que levariam seu nome, os cristãos. Jesus diz nos versículos 12 a 14 que todos aqueles que nele cressem, fariam obras ainda maiores do que as que ele fez, diz também que tudo o que fosse pedido em seu nome, lhes seria atendido, para que o pai fosse glorificado através do filho. Com essa fala, Cristo mostra que seu poder é ainda muito maior do que seus apóstolos poderiam perceber pois agora os milagres, a expansão do evangelho, já não seriam feitos diretamente pelas mãos de Cristo, mas sim por Cristo, através das mãos de todos aqueles que cressem. Aqui percebemos então a majestade de nosso Senhor e salvador, cujo nome tem autoridade para realizar milagres que contrariam leis da física, probabilidades naturais e subjugam todo mal, todo universo se curva perante a autoridade do nome de Jesus e por meio desse nome o evangelho seria expandido a todos os povos, pessoas seriam curadas, libertas e o pai seria glorificado através do filho, exatamente como Cristo havia dito. Precisamos esclarecer que a autoridade do nome de Jesus, apesar de estar disponível a todos os cristãos, não é uma chave mística que pode ser lançada como uma palavra mágica, essa autoridade deve ser usada para um propósito que glorifique o nome do pai e não para conquistas egoístas, vazias ou para satisfazer vaidades. O livro de Tiago nos diz no capítulo 4 que pedimos e não recebemos porque pedimos mal, todo pedido em nome de Jesus que não resulte na glorificação do pai, é pedir mal. Outra verdade que precisa ser compreendida é que a autoridade do nome de Jesus deve ser usada para pedir, clamar, mas não dar ordens ou determinar, isso porque o único que tem autoridade para ordenar ou criar decretos é o próprio Cristo. Para o cristão, o uso da autoridade do nome de Jesus é um favor, clamamos pelo favor de Deus em nome de Jesus e isso porque por nosso próprio nome não somos dignos de pedir nada, somos pecadores, falhos e vivemos pela graça e misericórdia de Deus, não há mérito no homem. Por isso, quando usamos a autoridade do nome de Jesus, não estamos nos valendo de nosso merecimento, mas do mérito do próprio Cristo, daquele que sofreu até o fim sem cometer pecado, do cordeiro imaculado que venceu a morte, o pecado, vive e reina junto ao pai. Nosso Deus, é relacional e não uma força do universo ou uma energia que paira como os deuses de outras religiões, ele é um ser pessoal que se importa conosco e tem interesse por nossas vidas, por isso, com muita humildade, podemos e devemos tornar nossas petições conhecidas dele através de nossas orações, conforme o apóstolo Paulo nos orienta no livro de Filipenses capítulo 4, cientes que não buscamos nada por mérito próprio ou por direito mas tão somente por favor, por sua graça, certos de que se pedirmos algo para que seu nome seja glorificado, e em nome de Jesus, certamente ele nos atenderá.

Bruno Hilgenberg Martins
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